Carcinoma de pequenas células de colo uterino: um relato de caso
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Keywords

tumores neuroendócrinos
carcinoma de pequenas células
colo uterino

How to Cite

Borges, K. de O. R. ., Almeida, B. V. R. ., De Paula, C. A. ., De Souza, H. C. ., Almeida, G. M. R. ., Pezende, P. ., Junior, C. B. ., & Penalber, K. F. de O. M. . (2022). Carcinoma de pequenas células de colo uterino: um relato de caso: Neuroendocrine carcinoma of small uterine cervical cells: a case report. Europub Journal of Health Research, 3(2), 83–93. https://doi.org/10.54747/ejhrv3n2-004

Abstract

Introdução: Os tumores neuroendócrinos (TNE) são neoplasias malignas raras derivadas de células neuroendócrinas ou de células pluripotentes. A presença de grânulos neurossecretores que caracterizam a patologia, é dada vide microscopia eletrônica ou por estudos imuno-histoquímicos específicos. O carcinoma neuroendócrino é um tipo pouco diferenciado de TNE. Os carcinomas de pequenas células são configurados como tumores neuroendócrinos; sendo os pulmões o sítio mais prevalente destes tumores. Outros acometimentos, como nas pequenas células de colo uterino é ainda mais raro e costumam ter um curso altamente agressivo.Relato de caso: Paciente do sexo feminino de 34 anos, com história de metrorragia severa, dor em andar inferior de abdome e manifestações anêmicas, nos últimos 3 meses que antecederam a consulta, com necessidade de transfusão de hemocomponentes. Nega tabagismo, etilismo, doenças prévias e relatos de sinais ou sintomas constitucionais. À ultrassonografia endovaginal, presença de massa heterogênea em colo uterino. Em seguimento de processo investigativo, à ressonância de pelve, fora vista volumosa lesão expansiva em colo uterino seguida de outros achados, os quais levaram à colposcopia com biópsia tumoral. A posteriori, os laudos histopatológico e imuno-histoquímico foram compatíveis com carcinoma neuroendócrino de pequenas células. Conclusão: Os TNE(s) ainda são um repto oncológico. O amplo espectro clínico, a raridade e os poucos casos em literatura tornam o diagnóstico e o manejo difíceis, sendo, então, imprescindível uma abordagem interdisciplinar em analogia a uma ampla investigação laboratorial. São necessários mais estudos para aumentar a rede de informações a fim de melhorar os achados, terapêuticas e prognósticos.

https://doi.org/10.54747/ejhrv3n2-004
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